15.4.05

darfur

No domingo, ao primeito raio de luz, três jovens mulheres sairam do campo de refugiados onde se encontram em Darfur, para ir colher palha para os burros da família. Lembram-se de ter pensado que os homens das milícias árabes, que à noite atacam as tribos negras, ainda estariam a dormir. Mas seis homens agarraram-nas. Ao mesmo tempo gritavam insultos em árabe, como "zurga" ou "abid", significa "preta" ou "escrava". Depois bateram-lhes, violaram-nas e deixaram-nas caídas no chao. "Eles pegaram no meu burro e na minha palha e disseram 'Preta, és demasiado escura. És como um cao. Nós queremos fazer-te um bebé claro.' (...) Depois disseram 'Tu sais desta zona e deixas a criança quando nascer'."

in Publico, 2 de Julho de 2004
Los combates continúan entre las milicias armadas del Gobierno sudanés y diversos grupos rebeldes de distinto pelaje, una horda de hombres armados e feroces que ha causado ya cerca de 300.000 muertos y ha obligado a más de dos milliones de personas a abandonar su hogar. Hace tres meses, una comisión de investigación de la ONU decía que los crímenes de Darfur estaban siendo "quizá no menos serios ni atroces que el genocidio".
in El Pais, 10 de Abril de 2005
passaram 9 meses, mas esta é uma gravidez sem fim à vista e que se complica. áfrica está ao fundo do corredor e há sempre outros papéis em cima da mesa. em darfur nao há circuitos de turismo submarino, nem passeios de camelo, nem safaris.