uma vez no metro sentei-me num banco e à minha frente estavam duas mulheres, um casal. a que estava mesmo em frente a mim dormitava no ombro da companheira. essa lia um livro em voz sussurrada e aconhegava-lhe o sono. era fevereiro e dia dos namorados.

um rapaz sentou-se à minha frente num dos bancos azuis corridos e tirou duma saca de supermercado o livro que eu estava a ler. pensei se ía fazer o mesmo que eu e obrigar-se a ler a introdução enorme que um letrado fã do autor escreveu, com tanto orgulho.


1 Comments:
Essas histórias...
Que canário pós urbano-depressivo
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